Correr. A vida manda sempre você correr. Pra ondê? Nenhuma placa foi indicada, nenhum
caminho pra seguir. Mas como? Sem indicação, mas mil rotas pra lugar nenhum estão adiante.
O som de cada passo é estrondoso quando chega a noite, num rápido ato até ecoar sobre cada pensamento, se transformando até, talvez, em sonho. Sonho ou pesadelo? Imagens irreconhecíveis, abstratas, formando um belo todo cheio de interrogações a sua volta, dentro de um infinito espaço chamado imaginação, obscuro paraíso de sombras.
E que graça teria se tudo o que planejamos chegasse como num fast-food, em belas bandejas, sendo servidas, nesse caso, por um entregador de desejos. Ah! Que fácil seria, acordar cedo não para correr, como diz a vida, mas para viver. Acordar não para morrer, lentamente, mas para estar vivo de verdade. Viver um pouco mais, menos dias iguais. Mas não. Ironicamente o valor da vida está no esforço que se faz para conseguir o que se quer, sem saber ao certo se o que se quer é o que se vai conseguir, mas faz-se necessário o voo de braços abertos, atirado a névoa lá fora, perseguindo as horas como se o último dia fosse hoje.
A falta que a falta faz! Como diria Jay Vaquer. Sem a falta, que valor teria cada decisão, cada sorriso e cada lágrima? Cada medo, cada pavor, cada amor, cada xícara de café quente. Falta tudo quando não falta nada. Que nada! Diria o tolo preguiçoso por alguns momentos, ou por alguns anos. Mas um dia a falta faria ele enxergar a falta que a falta faz! E é sobre a dita cuja, que nossas vidas se movem. E a corrida da vida faz com que, aos poucos, essa falta diminua, sendo substituída lentamente por mais uma taça de vida. Que se bebe saborosamente, com gosto de vitória, de dormir em paz. É uma pena que, não importa quantas taças dessas você possa enxer, no final do tempo, todas irão se quebrar pra você. De uma forma que você será incapaz de concertar, e a corrida terá chegado ao fim.
Quem sabe você perceba, muito antes do final, a falta que a falta faz... porque até no último dia, faltará. Faltará não tanto, e também, quem sabe, o eterno sono profundo que virá será mais pacífico do que aquelas turvas horas que passamos entre a lua e o sol. Ah, que corrida! Que bela corrida, afinal.
Melodia Emudecida
Definições sobre o simples fato de que nem sei quem sou...
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Stay looking for the horizon
Hoje eu preferi escrever em inglês. Tava de saco cheio, meio impaciente, ansioso, e... bom, lendo o poema/poesia/texto/letra de música/seja lá o que for abaixo, você terá noção do que andei sentindo e pensando não só hoje que o escrevi, mas nos últimos meses. Pra quem tiver dificuldade em inglês, nosso amigo Google ajuda tranquilamente. Valeu ;)
Stay looking for the horizon
So I sit and wait
For just one more time
Even if I don't know why
Even if I don't know what to wait
Down the road to find myself
Or to save me from myself?
Maybe tomorrow I'd know the reason
To stay looking for the horizon
There are always some hope left
Some kind of faith that can't just vanish away
We need to believe that somehow there's a path
That, yet we still don't know, it's still there
For someday we may finally find it
As the days pass by before me,
I try to understand how life works
For everyone of us, in each choice
What's going on? What life is?
The answers are quite beautiful while they are hidden
Take a minute to forget
That we're just going to the end
Take a minute to accept
Someday will be our last day
Keep trusting while there's still some time
We still can catch the wind
I'm always following my heart
Constantly it just says to go
No matter if I don't know where
I'd like to believe that the things I dream,
Will reach my life faster than I think
I plan to make it, I will make it
Somehow I'll get there
I wish infinity, because little dreams are so boring...
Stay looking for the horizon
So I sit and wait
For just one more time
Even if I don't know why
Even if I don't know what to wait
Down the road to find myself
Or to save me from myself?
Maybe tomorrow I'd know the reason
To stay looking for the horizon
There are always some hope left
Some kind of faith that can't just vanish away
We need to believe that somehow there's a path
That, yet we still don't know, it's still there
For someday we may finally find it
As the days pass by before me,
I try to understand how life works
For everyone of us, in each choice
What's going on? What life is?
The answers are quite beautiful while they are hidden
Take a minute to forget
That we're just going to the end
Take a minute to accept
Someday will be our last day
Keep trusting while there's still some time
We still can catch the wind
I'm always following my heart
Constantly it just says to go
No matter if I don't know where
I'd like to believe that the things I dream,
Will reach my life faster than I think
I plan to make it, I will make it
Somehow I'll get there
I wish infinity, because little dreams are so boring...
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Enquanto eu respirar, uma escada sem fim hei de subir.
Às vezes, eu me pergunto o que eu estou fazendo. O que estou fazendo nessa casa, nessa cidade, e principalmente nesse país. O que eu estou pensando, construindo, criando, aprendendo, vivendo, esperando. Pelo que estou lutando. Constantemente me pergunto, inclusive, quem realmente sou, quem eu quero ser.
Ansiosamente eu busco por respostas e escadas que podem me levar a algum lugar maior, a uma vida melhor. É importante questionar-se e buscar fazer as perguntas certas, para movimentar nosso viver em direção ao que realmente nos importa. Acontece que, isso pode criar uma certa neura, algumas vezes. Uma ansiedade e uma vontade inexplicável de mudar tudo, de transformar as coisas. Como um revolucionário da própria vida. Como se fossemos super-heróis, tentando num passe de mágica realizar um grande milagre. Infelizmente (ou felizmente), isso é impossível, e o que resta são sempre os desafios e decisões necessárias em qualquer caminho que decidamos seguir. Manter a força, a fé e a esperança, ainda é a melhor arma diante do inimigo: a incerteza.
Todas essas dúvidas, vontades e anseios criam uma enorme energia dentro de nós. Cabe a cada um direcionar essa energia para o que trará resultados positivos, para o que faz construir pontes, e não muros a nossa volta. Direcionar toda a vibração para aquilo que nos satisfaz, para aquilo que conduz a felicidade não somente no egoísmo do agora, mas no firmamento do amanhã. Compartilhar a determinação e a motivação inabalável, alimentar dentro de nós a vontade de alçar vôo rumo ao futuro brilhante que todos, de alguma forma, já sonhamos. No meu caso, não só já sonhei, como sonho diariamente. Há um fogo que queima dentro do coração de cada um que está plenamente ciente de que é possível, sim, chegar muito longe. Uma certeza que é devastadora diante de qualquer desânimo, que dita que o ambiente e as dificuldades influenciam no sucesso de uma pessoa, mas nunca o determinam. Cabe a nós decidirmos nosso futuro, está em nossas mãos transformar o nada em tudo. Tudo aquilo que somos capazes. Tudo aquilo em que acreditamos. Tudo aquilo que desejamos viver. Agarre em suas mãos a responsabilidade, e, assim, estará agarrando junto a ti todo o poder sobre sua vida. E, se ninguém acreditar em você, pois está aí mais uma oportunidade: a de surpreender a todos mostrando do que você é capaz, a ponto de poder dizer: "Ninguém, mas eu mesmo, acreditei!". Sucesso!
Ansiosamente eu busco por respostas e escadas que podem me levar a algum lugar maior, a uma vida melhor. É importante questionar-se e buscar fazer as perguntas certas, para movimentar nosso viver em direção ao que realmente nos importa. Acontece que, isso pode criar uma certa neura, algumas vezes. Uma ansiedade e uma vontade inexplicável de mudar tudo, de transformar as coisas. Como um revolucionário da própria vida. Como se fossemos super-heróis, tentando num passe de mágica realizar um grande milagre. Infelizmente (ou felizmente), isso é impossível, e o que resta são sempre os desafios e decisões necessárias em qualquer caminho que decidamos seguir. Manter a força, a fé e a esperança, ainda é a melhor arma diante do inimigo: a incerteza.
Todas essas dúvidas, vontades e anseios criam uma enorme energia dentro de nós. Cabe a cada um direcionar essa energia para o que trará resultados positivos, para o que faz construir pontes, e não muros a nossa volta. Direcionar toda a vibração para aquilo que nos satisfaz, para aquilo que conduz a felicidade não somente no egoísmo do agora, mas no firmamento do amanhã. Compartilhar a determinação e a motivação inabalável, alimentar dentro de nós a vontade de alçar vôo rumo ao futuro brilhante que todos, de alguma forma, já sonhamos. No meu caso, não só já sonhei, como sonho diariamente. Há um fogo que queima dentro do coração de cada um que está plenamente ciente de que é possível, sim, chegar muito longe. Uma certeza que é devastadora diante de qualquer desânimo, que dita que o ambiente e as dificuldades influenciam no sucesso de uma pessoa, mas nunca o determinam. Cabe a nós decidirmos nosso futuro, está em nossas mãos transformar o nada em tudo. Tudo aquilo que somos capazes. Tudo aquilo em que acreditamos. Tudo aquilo que desejamos viver. Agarre em suas mãos a responsabilidade, e, assim, estará agarrando junto a ti todo o poder sobre sua vida. E, se ninguém acreditar em você, pois está aí mais uma oportunidade: a de surpreender a todos mostrando do que você é capaz, a ponto de poder dizer: "Ninguém, mas eu mesmo, acreditei!". Sucesso!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Interrogação
"O conhecimento começa com o reconhecimento da nossa ignorância."
Lembro-me que, aos 13 anos, tive alguns colegas que estudavam inglês comigo num curso, porém bem mais velhos (mais que o dobro da minha idade) e peculiares. Um era adepto da quimbanda/satanismo, com uma personalidade forte, e o outro, um cabeludo, católico, fã de heavy metal. Ambos me apelidaram de "garoto-interrogação", e assim eu era visto por aquele pequeno grupo na minha sala de aula. Eu sempre queria saber tudo, queria entender, queria compreender. Por vezes podia ser até incômodo, por ser quase como uma criança que vai com os pais viajar para uma cidade que nunca tinha visitado antes, cheia de pontos turísticos curiosos e animadores. Falando em infância, pego-me lembrando de duas cenas que ficaram registradas em minha mente: uma, quando certa vez entrei no carro com meu pai, e tinha por volta de 8 anos de idade. Como que de forma inesperada, eu lhe perguntei "Pai, por que as pessoas acreditam em deuses?". Como diabos eu já tinha essa percepção, ou melhor, essa dúvida? Eu também, quando criança, odiava cortar as unhas, sei lá por qual motivo, então minha mãe tinha que brigar comigo ou tentar cortá-las depois que eu adormecesse. Eu achava péssimo. E me questionava, pensando algo assim: "Por que os homens são obrigados a fazer isso, enquanto as mulheres podem deixá-las crescer sem nenhuma reclamação? Qual o problema, se isso é natural nos corpos de ambos?". Talvez por ser algo incômodo para mim, eu passei a questionar isso, e, naquela pouca idade, sem muito entender, eu já estava, na verdade, criticando os paradigmas de como um homem deveria agir, do por quê as pessoas simplesmente concordavam com aquele fato que, para mim, era questionável.
Sócrates não poderia ter sido mais brilhante do que quando disse: "Só sei que nada sei.". Ou quem sabe não seja como disse a banda Helloween, numa música: "No final disso, nenhum de nós está certo". Como seres humanos, somos naturalmente arrogantes, sempre querendo saber, mas nunca admitindo quando não sabemos compreender ou explicar alguma coisa estranha ou incrível. Nesse caso, a esmagadora maioria vai sempre encontrar uma explicação ou motivo para cada coisa, dentro daquilo que conhece, dentro daquilo que entende. Não que seja necessariamente a verdade sobre aquilo, mas é uma forma que ela encontra para simplesmente não ASSUMIR e poder dizer, com honestidade e humildade: "EU NÃO SEI.". Por isso disse que a frase do Sócrates é brilhante, pois ela expõe com naturalidade e objetividade tudo aquilo que costumo sentir, tudo que costumo pensar a respeito de mim, diante da vida e do vasto universo. Não importa quantos livros eu leia, ou no que eu acredite... nunca saberei o suficiente, pois sim, sou INCAPAZ de compreender o suficiente, de compreender tudo que eu gostaria. Como eu twittei ontem, "para alguns, essa constante busca pela sabedoria pode, por vezes, lhes tirar a paz... ou lhes dar o fôlego necessário para continuar", pode lhes dar a coragem e a motivação de viver mais um dia em busca de, dentro de seus limites, conhecer e aprender um pouco mais sobre o fato incrível da vida. O fato incrível de estar VIVO.
Já falei um pouco sobre essa busca no meu outro post, mas é um assunto meio que... interminável. Acho que enquanto eu estiver vivo, eu estarei escrevendo e refletindo sobre isso. Ou ao menos citando esse ponto, comentando sobre a minha admiração pelo conhecimento, pela evolução, pela mudança. Acredito que mudar constantemente não seja uma característica de alguém com uma personalidade facilmente influenciável ou pouco focada, muito pelo contrário. É algo que demonstra a disposição de aprender, evoluir, errar, admitir a ignorância, tentar de novo, VENCER.
Falando em ignorância, lembrem-se que todos somos ignorantes. Mesmo que você seja um doutor em determinado assunto, você ainda É ignorante sobre ele. Pois você nunca, jamais, saberá TUDO sobre esse assunto, por mais que você estude e pesquise. Aliás, mesmo que isso fosse possível, você ainda seria ignorante em relação a todos os outros assuntos do mundo sobre os quais não domina. Mas que dádiva ser ignorante! É o que pode manter nossa inteligência ativa, nossa mente em busca de novidades e grandes surpresas que estão sempre pelo mundo, escondidas, como tesouros prestes a serem encontrados e apreciados por nós, que somos algo tão igualmente inexplicável.
Interrogação é a palavra que melhor me define. Que melhor define o ser humano. Que melhor define o universo. O mistério sempre continuará, seja ele para você um paraíso ou um inferno, mas lhe afirmo que poderá lhe perseguir até sua última batida do coração. Exceto se você achou uma desculpa esfarrapada para "explicar" a vida...
Lembro-me que, aos 13 anos, tive alguns colegas que estudavam inglês comigo num curso, porém bem mais velhos (mais que o dobro da minha idade) e peculiares. Um era adepto da quimbanda/satanismo, com uma personalidade forte, e o outro, um cabeludo, católico, fã de heavy metal. Ambos me apelidaram de "garoto-interrogação", e assim eu era visto por aquele pequeno grupo na minha sala de aula. Eu sempre queria saber tudo, queria entender, queria compreender. Por vezes podia ser até incômodo, por ser quase como uma criança que vai com os pais viajar para uma cidade que nunca tinha visitado antes, cheia de pontos turísticos curiosos e animadores. Falando em infância, pego-me lembrando de duas cenas que ficaram registradas em minha mente: uma, quando certa vez entrei no carro com meu pai, e tinha por volta de 8 anos de idade. Como que de forma inesperada, eu lhe perguntei "Pai, por que as pessoas acreditam em deuses?". Como diabos eu já tinha essa percepção, ou melhor, essa dúvida? Eu também, quando criança, odiava cortar as unhas, sei lá por qual motivo, então minha mãe tinha que brigar comigo ou tentar cortá-las depois que eu adormecesse. Eu achava péssimo. E me questionava, pensando algo assim: "Por que os homens são obrigados a fazer isso, enquanto as mulheres podem deixá-las crescer sem nenhuma reclamação? Qual o problema, se isso é natural nos corpos de ambos?". Talvez por ser algo incômodo para mim, eu passei a questionar isso, e, naquela pouca idade, sem muito entender, eu já estava, na verdade, criticando os paradigmas de como um homem deveria agir, do por quê as pessoas simplesmente concordavam com aquele fato que, para mim, era questionável.
Sócrates não poderia ter sido mais brilhante do que quando disse: "Só sei que nada sei.". Ou quem sabe não seja como disse a banda Helloween, numa música: "No final disso, nenhum de nós está certo". Como seres humanos, somos naturalmente arrogantes, sempre querendo saber, mas nunca admitindo quando não sabemos compreender ou explicar alguma coisa estranha ou incrível. Nesse caso, a esmagadora maioria vai sempre encontrar uma explicação ou motivo para cada coisa, dentro daquilo que conhece, dentro daquilo que entende. Não que seja necessariamente a verdade sobre aquilo, mas é uma forma que ela encontra para simplesmente não ASSUMIR e poder dizer, com honestidade e humildade: "EU NÃO SEI.". Por isso disse que a frase do Sócrates é brilhante, pois ela expõe com naturalidade e objetividade tudo aquilo que costumo sentir, tudo que costumo pensar a respeito de mim, diante da vida e do vasto universo. Não importa quantos livros eu leia, ou no que eu acredite... nunca saberei o suficiente, pois sim, sou INCAPAZ de compreender o suficiente, de compreender tudo que eu gostaria. Como eu twittei ontem, "para alguns, essa constante busca pela sabedoria pode, por vezes, lhes tirar a paz... ou lhes dar o fôlego necessário para continuar", pode lhes dar a coragem e a motivação de viver mais um dia em busca de, dentro de seus limites, conhecer e aprender um pouco mais sobre o fato incrível da vida. O fato incrível de estar VIVO.
Já falei um pouco sobre essa busca no meu outro post, mas é um assunto meio que... interminável. Acho que enquanto eu estiver vivo, eu estarei escrevendo e refletindo sobre isso. Ou ao menos citando esse ponto, comentando sobre a minha admiração pelo conhecimento, pela evolução, pela mudança. Acredito que mudar constantemente não seja uma característica de alguém com uma personalidade facilmente influenciável ou pouco focada, muito pelo contrário. É algo que demonstra a disposição de aprender, evoluir, errar, admitir a ignorância, tentar de novo, VENCER.
Falando em ignorância, lembrem-se que todos somos ignorantes. Mesmo que você seja um doutor em determinado assunto, você ainda É ignorante sobre ele. Pois você nunca, jamais, saberá TUDO sobre esse assunto, por mais que você estude e pesquise. Aliás, mesmo que isso fosse possível, você ainda seria ignorante em relação a todos os outros assuntos do mundo sobre os quais não domina. Mas que dádiva ser ignorante! É o que pode manter nossa inteligência ativa, nossa mente em busca de novidades e grandes surpresas que estão sempre pelo mundo, escondidas, como tesouros prestes a serem encontrados e apreciados por nós, que somos algo tão igualmente inexplicável.
Interrogação é a palavra que melhor me define. Que melhor define o ser humano. Que melhor define o universo. O mistério sempre continuará, seja ele para você um paraíso ou um inferno, mas lhe afirmo que poderá lhe perseguir até sua última batida do coração. Exceto se você achou uma desculpa esfarrapada para "explicar" a vida...
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Busca
Em constante mutação, já dizia Raul Seixas, prefiro ser assim (e naturalmente sou) do que "ter aquela velha opinião formada sobre tudo". As coisas mudam, o tempo passa, mas a sensação de estar distante de muito mais que a vida tem pela frente, permanece. Permaneço sempre em meu questionamento, vou fundo, reflito. Busco. Como um caçador que não sabe exatamente qual tesouro está procurando. Sigo a minha própria intuição, minha própria compreensão que se limita ao tempo presente, onde o gasto tentando ver a frente. Tenho muito mais perguntas do que respostas, e esse impulso sempre me levou muito além - mesmo não sendo sempre onde eu queria chegar. Renovo-me, pois não aguentaria a mim mesmo se fosse sempre o mesmo velho homem. Se fosse sempre a mesma redundância de carregar os mesmos pensamentos, limitando-me a um pequeno espaço nesse mundo. Esse não sou eu. E, bem, quem eu sou? A melhor definição que tenho é: um grande ponto de interrogação ambulante. Isso me faz respirar, pois se um dia a busca terminar... Adeus, não há mais vida para encontrar.
Desfruto do fato de caminhar rumo ao novo, sempre a frente, com a luz nos olhos. Poupo-me de desperdiçar meu tempo julgando os passos alheios, eu só caminho, e ajudo a caminhar aqueles que sabem que há muito mais para compreender. Não olho torto, não desisto ao tropeçar. Junto forças de onde não há, crio coragem ao acordar. Sonho. Sonho a noite, sonho durante o dia, eu sonho a todo tempo. Eu sonho com dias maiores, com dias melhores. A vida já me deu muito, estou grato. Mas eu estou aqui para muito mais. Chegar longe não é só para quem é capaz, é para quem acredita que ainda será. Não sou? Cada minuto vou vivendo apenas para descobrir. Desafio-me. Qual o limite? Lanço-me como de um penhasco, mas não para cair, e sim para voar!
Desfruto do fato de caminhar rumo ao novo, sempre a frente, com a luz nos olhos. Poupo-me de desperdiçar meu tempo julgando os passos alheios, eu só caminho, e ajudo a caminhar aqueles que sabem que há muito mais para compreender. Não olho torto, não desisto ao tropeçar. Junto forças de onde não há, crio coragem ao acordar. Sonho. Sonho a noite, sonho durante o dia, eu sonho a todo tempo. Eu sonho com dias maiores, com dias melhores. A vida já me deu muito, estou grato. Mas eu estou aqui para muito mais. Chegar longe não é só para quem é capaz, é para quem acredita que ainda será. Não sou? Cada minuto vou vivendo apenas para descobrir. Desafio-me. Qual o limite? Lanço-me como de um penhasco, mas não para cair, e sim para voar!
sábado, 13 de novembro de 2010
O presente da vida: equilíbrio
Pare e olhe em volta. Pare pra pensar. A vida é um eterno equilíbrio, somos nós que fazemos toda a bagunça, somos nós que desordenamos cada detalhe. Seja por nós mesmos em nossa vida, ou seja por nós como seres humanos que criamos e mantemos a sociedade como ela é hoje, os paradigmas, os preconceitos, os conceitos, as idéias. É sempre 50/50, que formam o 100% da existência real. Às vezes mais para um lado, às vezes mais para outro, mas está tudo ali, divido em partes iguais, e a vida nos entrega diariamente. Escolhemos o quanto pegar de cada lado. Da alegria, da raiva, do amor, do ódio, do otimismo, do achismo, do futuro, do passado, do interessante, do inútil, do engraçado, do filosófico. O que você está recolhendo nesse momento?
Por mais perdidos que estejam nossos caminhos, os pequenos prazeres nos trazem algum sorriso, mesmo momentâneo. Até a maior dor do mundo pode virar um coração mais tranquilo, quando transformada em música, quando transformada em versos, quando transformada em arte. Até a maior alegria do mundo pode ser multiplicada quando transposta através da arte. A arte sempre liberta, sempre trás maior paz. Os pequenos sorrisos são como acalantos, cultive-os e as grandes felicidades irão começar a mover-se para sua direção. O equilíbrio da vida é constante, lembre-se: somos nós que caminhamos tortos por essa estrada, que, por mais confusa que seja, permanece em direção... ao fim. A escolha de como caminhar vem de você, mas a direção é a mesma para todos nós. Ao nascer, impressionantemente já estamos morrendo. O tempo passa e você nem vê, o que acontece agora é a vida. Acorde. Viva. Busque o equilíbrio!
Por mais perdidos que estejam nossos caminhos, os pequenos prazeres nos trazem algum sorriso, mesmo momentâneo. Até a maior dor do mundo pode virar um coração mais tranquilo, quando transformada em música, quando transformada em versos, quando transformada em arte. Até a maior alegria do mundo pode ser multiplicada quando transposta através da arte. A arte sempre liberta, sempre trás maior paz. Os pequenos sorrisos são como acalantos, cultive-os e as grandes felicidades irão começar a mover-se para sua direção. O equilíbrio da vida é constante, lembre-se: somos nós que caminhamos tortos por essa estrada, que, por mais confusa que seja, permanece em direção... ao fim. A escolha de como caminhar vem de você, mas a direção é a mesma para todos nós. Ao nascer, impressionantemente já estamos morrendo. O tempo passa e você nem vê, o que acontece agora é a vida. Acorde. Viva. Busque o equilíbrio!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
A beleza da melancolia
Não é dor, não é sofrimento. É somente uma melancolia. A melancolia pode ser traiçoeira para alguns, podendo levá-los sutilmente a tristeza, enquanto acreditam que nada está acontecendo. Sinal de fraqueza? Talvez. Mas, para mim, é bem diferente. Eu encontro beleza na melancolia. Ou até mesmo nos maiores sofrimentos expostos pela arte, como em algumas músicas. Hoje está chovendo lá fora, e choveu aqui dentro, dentro de mim. Não doeu, não sofri, mas a melancolia inspiradora me tomou espaço para me dizer algumas coisas que eu deveria escrever aqui.
Como os grandes dizem, é na dor que aprendemos as melhores lições. A felicidade costuma nos distrair, não ensinar. Cada parte de tudo isso é uma peça nesse quebra-cabeças que alguns chamam de vida, outros de ilusão. Fato é que ao ouvir o sofrimento de alguém, expressado em arte, não me fragilizo, eu vejo a beleza envolvida, a sensação daquela luz brilhante que vem do céu após uma longa noite negra. O sorriso que paira ao fim da tempestade. A melancolia é bela, é ela quem cria a beleza num cenário como, por exemplo, chuva, violão e fogueira. Existe algo mais inspirador? O som da chuva se mistura aos meus pensamentos, a luz do fogo e as notas do violão se soltando no ar fazem um paraíso.
Eu, novamente no meu jeito filosófico de analisar algumas coisas, descrevo alguns sentimentos inevitáveis perante essa melancolia que me governou por agora, por hoje... ou educamente apenas se disfarçou e se ocultou nas últimas semanas. Aquietada, desajeitada, esperando pelo momento correto. A riqueza dos detalhes dá voz aos meus versos. Chova, chova em minha vida, e lave minha alma, leve o que está de passagem. Mas deixe, deixe o que de melhor trouxe para mim.
Como os grandes dizem, é na dor que aprendemos as melhores lições. A felicidade costuma nos distrair, não ensinar. Cada parte de tudo isso é uma peça nesse quebra-cabeças que alguns chamam de vida, outros de ilusão. Fato é que ao ouvir o sofrimento de alguém, expressado em arte, não me fragilizo, eu vejo a beleza envolvida, a sensação daquela luz brilhante que vem do céu após uma longa noite negra. O sorriso que paira ao fim da tempestade. A melancolia é bela, é ela quem cria a beleza num cenário como, por exemplo, chuva, violão e fogueira. Existe algo mais inspirador? O som da chuva se mistura aos meus pensamentos, a luz do fogo e as notas do violão se soltando no ar fazem um paraíso.
Eu, novamente no meu jeito filosófico de analisar algumas coisas, descrevo alguns sentimentos inevitáveis perante essa melancolia que me governou por agora, por hoje... ou educamente apenas se disfarçou e se ocultou nas últimas semanas. Aquietada, desajeitada, esperando pelo momento correto. A riqueza dos detalhes dá voz aos meus versos. Chova, chova em minha vida, e lave minha alma, leve o que está de passagem. Mas deixe, deixe o que de melhor trouxe para mim.
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